6 de fevereiro de 2026

Ministério da Cultura apresenta: Rec-Beat chega aos 30 anos reafirmando seu papel como farol da música de vanguarda no Brasil

Referência absoluta quando o assunto é inovação, diversidade e descoberta musical, o Festival Rec-Beat celebra 30 anos de história em 2026 com uma edição especial que reforça sua posição como um dos eventos mais importantes e longevos do país. De 14 a 17 de fevereiro, o Cais da Alfândega, no Recife, volta a ser palco …

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Referência absoluta quando o assunto é inovação, diversidade e descoberta musical, o Festival Rec-Beat celebra 30 anos de história em 2026 com uma edição especial que reforça sua posição como um dos eventos mais importantes e longevos do país. De 14 a 17 de fevereiro, o Cais da Alfândega, no Recife, volta a ser palco de encontros sonoros potentes, com programação gratuita e um público que ultrapassa 60 mil pessoas a cada edição.

Ao longo de três décadas, o Rec-Beat construiu uma trajetória marcada pela ousadia curatorial e pelo compromisso com a circulação de artistas do Brasil, da América Latina e da África, antecipando tendências e ampliando horizontes musicais. A edição comemorativa traduz esse legado ao reunir nomes consagrados, apostas da nova geração e artistas internacionais que dialogam com tradição e contemporaneidade.

Curadoria inquieta e programação plural

A programação de 30 anos reflete o DNA do festival: diversidade estética, experimentação sonora e representatividade. Artistas como Djonga, Johnny Hooker, Carlos do Complexo e Felipe Cordeiro dividem espaço com novos nomes que despontam no cenário nacional, como NandaTsunami, AJULLIACOSTA, Zé Ibarra e Layse.

No cenário internacional, o Rec-Beat amplia seus diálogos culturais com atrações como o senegalês Momi Maiga Quartet, os colombianos do Ghetto Kumbé, o ugandense Faizal Mostrixx e a DJ nigeriana-britânica Kikelomo, reafirmando o festival como ponte entre cenas musicais globais.

“Manter o Rec-Beat vivo por 30 anos só foi possível porque nunca abrimos mão da inquietação, da curiosidade e da vontade de inovar. Seguimos criando um espaço de descobertas, formação de público e circulação entre diferentes territórios musicais”, destaca Antonio ‘Gutie’ Gutierrez, idealizador e curador do festival.

Moritz: a música eletrônica ganha protagonismo

Entre as grandes novidades desta edição está o lançamento do Moritz, nova plataforma dedicada à música eletrônica, que estreia dentro da programação do Rec-Beat no sábado (14). Com proposta autoral e foco na pista, o Moritz nasce como uma expansão natural do festival e deve ganhar edições próprias no futuro.

A curadoria é assinada por Paulete Lindacelva, DJ e produtora pernambucana com reconhecimento internacional. O lineup reúne Carlos do Complexo, Piolinda Marcela (Colômbia), SPHYNX, LOFIHOUSEBOY, DAVS e a própria Paulete, em uma programação que transita entre house, funk, brega funk, rock experimental e sonoridades eletrônicas contemporâneas do Brasil e do mundo.

África, América Latina e ancestralidade em foco

A edição histórica também aprofunda o olhar do Rec-Beat para a produção musical africana e latino-americana. O Momi Maiga Quartet leva ao palco a sonoridade da kora em diálogo com jazz, flamenco e música africana moderna. Já Faizal Mostrixx apresenta sua tribal electronics, conectando ritmos tradicionais do Leste Africano à música eletrônica de pista.

Da Colômbia, o Ghetto Kumbé une percussões afro-caribenhas, eletrônica e estética afrofuturista, enquanto o Afoxé Oxum Pandá celebra 30 anos de trajetória com o espetáculo Africaniei, exaltando ancestralidade, memória e resistência da cultura negra brasileira.

A nova música brasileira ocupa o centro do palco

Sempre atento às transformações da música nacional, o Rec-Beat apresenta artistas em pleno momento criativo. Jadsa, indicada ao Latin Grammy, leva ao palco o repertório de big buraco; Josyara apresenta o show do álbum AVIA; e Johnny Hooker retorna ao festival com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, em um espetáculo que mistura cabaré, brega, frevo e rock latino.

O rapper Djonga, um dos nomes mais influentes do país, apresenta o show do álbum Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!, enquanto o coletivo Barbarize propõe o espetáculo MANIFEXXTA, projetando o manguebeat para o futuro com beats eletrônicos, percussões e discurso político.

DJs, acessibilidade e experiência democrática

O lineup de DJs valoriza a cena local, com curadoria voltada à música eletrônica pernambucana, reunindo Zoe Beats, Afrobitch, Bobi e outros nomes que transitam entre house, grime, jungle, funk e ritmos afrolatinos.

Comprometido com a inclusão, o Rec-Beat oferece estrutura completa de acessibilidade, com área reservada para PcD, tradução em Libras, rampas, banheiros adaptados, piso regular e equipe capacitada. O festival também mantém a Lista PcD, em parceria com a ONG Vale PcD, ampliando o conforto e a permanência do público.

Trinta anos olhando para o futuro

Com três décadas de história, o Rec-Beat segue sendo sinônimo de inovação, diversidade e resistência cultural. A edição de 2026 não apenas celebra o passado, mas reafirma o festival como um espaço essencial para pensar o futuro da música, da cultura e dos encontros que transformam a cidade do Recife em um dos grandes palcos do mundo.


SERVIÇO Festival Rec-Beat 2026 – 30 anos 📅 14 a 17 de fevereiro | A partir das 19h 📍 Cais da Alfândega – Recife 🎟️ Entrada gratuita

📲 Siga: @recbeatfestival e @moritzfestival