12 de fevereiro de 2026

TENSÃO NO EXTREMO SUL DA BAHIA: Proprietários denunciam invasões armadas e ameaças em fazendas históricas de Cumuruxatiba e cobram ação imediata do Estado

O distrito turístico de Cumuruxatiba, no município de Prado, vive um cenário de grave conflito fundiário. Proprietários das Fazendas Reunidas Barra do Santo Antônio e Fazenda do Cahy denunciam que integrantes de um grupo indígena estariam promovendo invasões sucessivas nas áreas, mesmo após decisão da Justiça Federal determinando a proibição de ocupação da área, fruto …

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O distrito turístico de Cumuruxatiba, no município de Prado, vive um cenário de grave conflito fundiário. Proprietários das Fazendas Reunidas Barra do Santo Antônio e Fazenda do Cahy denunciam que integrantes de um grupo indígena estariam promovendo invasões sucessivas nas áreas, mesmo após decisão da Justiça Federal determinando a proibição de ocupação da área, fruto do deferimento de liminar em Ação de Interdito Proibitório.

As propriedades têm origem em títulos expedidos pelo Estado da Bahia nos anos de 1910 e 1941, com registros formalizados em 1977 e 1978, atualmente consolidados na matrícula nº 14.821.

No último domingo, a Polícia Militar realizou operação de desocupação da área invadida. Segundo os proprietários, no entanto, os ocupantes retornaram vinte e quatro horas depois e permanecem na área promovendo a depredação dos imóveis e benfeitorias.

Denúncias de violência armada e destruição

De acordo com os relatos apresentados pelos donos das fazendas, as invasões teriam ocorrido com presença de indivíduos armados com armas de fogo de diversos tipos e calibres. Eles afirmam que houve uso de violência contra a integridade física das pessoas e vários disparos, expulsão de trabalhadores que residem na propriedade, possível abate de gado, saque de estruturas e destruição de bens móveis e de patrimônio rural.

As denúncias também apontam que as áreas estariam sendo fracionadas e ofertadas como suposto território indígena, inclusive com intenção de venda para turistas e terceiros interessados em empreendimentos na região costeira.

Caso confirmadas pelas autoridades, as práticas podem configurar crimes como esbulho possessório, dano, furto, abigeato e comercialização irregular de terras.

Em petição apresentada no processo judicial, é citado o nome dos indígenas Ricardo e Dario, apontados como lideranças relacionadas à ocupação.

A reportagem não conseguiu contato com representantes da comunidade indígena mencionada até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Moradores e produtores da região afirmam viver sob permanente clima de insegurança e cobram atuação firme das autoridades estaduais e federais para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a integridade física dos funcionários que trabalham na propriedade.

O conflito reacende o debate sobre disputas territoriais no extremo sul baiano, área marcada por forte valorização imobiliária e interesse turístico.

Enquanto não há posicionamento oficial das autoridades federais sobre as novas denúncias, a situação segue tensa em Cumuruxatiba.