Luca Moreira publica artigo mostrando como é a relação da política brasileira coma saúde

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Nos últimos anos, principalmente em 2020, quando a situação da saúde pública vem se complicando, muitos procedimentos médicos que podem custar vidas têm sido negligenciados. Desde o exame de próstata realizado pelos homens, os tratamentos psicológicos têm virado tabus após algumas pessoas terem medo de ser associado à loucura, e também o exame da mamografia. A doença do câncer podendo ocorrer em diversas partes do corpo, mata milhares de homens e mulheres no mundo inteiro. De acordo com o site oficial do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, houve um aumento enorme entre 2018 e 2020 (que por sinal ainda não terminou). Há dois anos as mortes por câncer de próstata estava em 15 mil, e nesse ano subiu para 65 mil. Os meses de outubro e novembro são lembrados todos os anos para alertarem aos cidadãos que precisam se proteger, sendo que estamos tratando de algo que deveria ser lembrado por todos, o ano inteiro.

A chegada da COVID-19 ao mundo serviu entre muitas coisas para ensinar uma lição para todos nós, e mostrar como realmente nos tratamos e valorizamos o que temos, incluindo nossa qualidade de vida. A Organização Mundial de Saúde – OMS, já alertou inúmeras vezes sobre o uso de máscaras, álcool em gel e aglomerações, porém isso serviu para provar o quanto por mais que a ciência antecedente já tenha nos retratado como uma espécie inteligente, nosso comportamento acaba por provar ao contrário em certas situações, como a que estamos vivendo atualmente. A volta às aulas nessa última semana foi algo que me fez refletir bastante, e a verdade é que a situação realmente nos coloca em um equilíbrio de posições. De um lado, temos a ação positiva das instituições de ensino que possibilitaram há alguns meses atrás o acesso às aulas transmitidas de forma digital, porém esquecemos que uma grande porcentagem de nossos alunos não possuem acesso à internet, assim como outros benefícios que dependem de possibilidades financeiras. O governo sofre muita pressão, na maioria das vezes com razões que podem ser compreendidas. Afinal, os políticos que entram tanto em âmbito regional quanto nacional, se candidatam por vontade própria e se colocam disponíveis caso o voto popular os beneficie. Esse ato passa a torna-los responsáveis de forma consciente a proporcionar as melhores soluções e atitudes para ajudar a sua população. Apesar de muitos políticos entrarem nesse jogo de mão dupla, muitos não se importam com as responsabilidades que estão adquirindo, por isso é importante ficarmos atentos nas eleições que estão chegando no Brasil. A nossa nação parece já ter cansado de ser notícia nos tabloides internacionais, como o The New York Times, que com mais de 117 prêmios de Pulitzer, está com as seções de busca de sua versão virtual lotada de análises e notícias negativas do Brasil. Nosso país tem muitas maravilhas, apesar de nossos problemas, somos muito mais do que o mundo enxerga, tanto que não é atoa que o Brasil é um país com mercado turístico tão grande.

Em maio desse ano, os jornalistas Edoardo Ghirotto e Eduardo Gonçalves, publicaram uma matéria na Revista Veja, onde falaram sobre o país estar passando pela pior crise de imagem internacional, sendo que a maioria dos caminhos que nos levaram a essa situação vêm da política, saúde e assuntos públicos. Todos nós vimos membros do governo saíram nas ruas vivendo suas vidas como se estivessem em uma situação normal, na época em que a pandemia e a curva de contaminação estavam em alta. Depois da passagem de dois ministros da saúde com demissões assinadas em um a dois meses de atuação, esse universo ainda parece não ter sido “currado”, por assim dizer.

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